O texto de Calvino , faz
uma reflexão baseada no pensamento do Sr. Palomar, que acreditava através de
suas palavras que era possível existir um modelo que poderiam ser seguidos por todos,
onde todos seriam ensinados e avaliados do mesmo modo , que aprenderiam do
mesmo jeito e no mesmo momento. Porém, com o passar dos tempos, foi percebendo
que um modelo único, onde todos seriam enquadrados em uma caixa, não serviria.
E na inquietude das perguntas sem respostas, dos padrões almejados, foi
reconhecendo a necessidade de surgir outros modelos, que seriam baseados nas
potencialidades e habilidades especificas de cada ser humano. Pois cada ser é
único e deve ser respeitado mediante as suas especificidades.
Fazendo uma relação com a
Educação Inclusiva, onde se pauta o respeito as diferenças, nos deparamos com
uma realidade, não muito diferenciada do pensamento do Sr. Palomar “Um modelo
unificado para todos”. Modelo este, seguido por muitos professores na forma de
ensinar, no planejamento único, no modo de ver a pessoa com deficiência como um
ser incapaz de se desenvolver da mesma forma dos outros ditos normais. Apesar
do movimento inclusivo desde 2008, imposta pela Política de Educação Especial na
Perspectiva da Educação Inclusiva ,
ainda nos deparamos com professores com os discursos que não estão preparados
para receber alunos com deficiência, escolas que não se adequaram na sua
acessibilidade arquitetônica ou mesmo atitudinal, e o próprio sistema que não
viabilizou um estreitamento com as redes colaborativas de apoio e que apresenta
na sua política falhas que prejudicam o desenvolvimentos destes alunos nas
escolas regulares ,não promovendo uma formação educacional de qualidade ,
prejudicando a sua formação como um cidadão capaz de exercer os seus direitos e
deveres .
Na busca de outros modelos, surge o
Atendimento Educacional Especializado, que proporcionará ao aluno com
deficiência a eliminação das barreiras existentes para realização das
atividades propostas no ambiente escolar.
O professor do AEE tem um papel importante na permanência do aluno no
ensino regular e nas mudanças das práticas educativas dos professores destas
salas. Os professores deverão quebrar paradigmas e mudarem as suas concepções
diante dos alunos com deficiência, refletirem sobre a sua forma de ensinar, e
buscarem juntos estratégias que possam trabalhar as potencialidades destes
alunos fazendo-o acreditar que suas capazes, promovendo assim, a construção de
um indivíduo de forma plena.
Acredito, que estamos em
uma nova era, com uma Escola para Todos, sem distinção de raça, gênero,
religião e que ainda comportam os alunos com deficiências, transtornos globais
do desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação, nos levando a fazermos
constantemente uma reflexão do papel que cada um deve exercer na sociedade com esta heterogeneidade de seres tão
diferenciados.
Referência:
CALVINO, Italo. O
modelo dos modelos. Texto
impresso Curso de Formação Continuada de Professores para o AEE Versão 2013.
UFC/SECADI/UAB/MEC. Impresso em junho de 2014.


