quinta-feira, 10 de julho de 2014

Reflexão sobre o texto de Italo Calvino “Modelo dos Modelos” e sua relação com o AEE.

   O texto de Calvino , faz uma reflexão baseada no pensamento do Sr. Palomar, que acreditava através de suas palavras que era possível existir um modelo que poderiam ser seguidos por todos, onde todos seriam ensinados e avaliados do mesmo modo , que aprenderiam do mesmo jeito e no mesmo momento. Porém, com o passar dos tempos, foi percebendo que um modelo único, onde todos seriam enquadrados em uma caixa, não serviria. E na inquietude das perguntas sem respostas, dos padrões almejados, foi reconhecendo a necessidade de surgir outros modelos, que seriam baseados nas potencialidades e habilidades especificas de cada ser humano. Pois cada ser é único e deve ser respeitado mediante as suas especificidades.
   Fazendo uma relação com a Educação Inclusiva, onde se pauta o respeito as diferenças, nos deparamos com uma realidade, não muito diferenciada do pensamento do Sr. Palomar “Um modelo unificado para todos”. Modelo este, seguido por muitos professores na forma de ensinar, no planejamento único, no modo de ver a pessoa com deficiência como um ser incapaz de se desenvolver da mesma forma dos outros ditos normais. Apesar do movimento inclusivo desde 2008, imposta pela Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação  Inclusiva , ainda nos deparamos com professores com os discursos que não estão preparados para receber alunos com deficiência, escolas que não se adequaram na sua acessibilidade arquitetônica ou mesmo atitudinal, e o próprio sistema que não viabilizou um estreitamento com as redes colaborativas de apoio e que apresenta na sua política falhas que prejudicam o desenvolvimentos destes alunos nas escolas regulares ,não promovendo uma formação educacional de qualidade , prejudicando a sua formação como um cidadão capaz de exercer os seus direitos e deveres .
   Na busca de outros modelos, surge o Atendimento Educacional Especializado, que proporcionará ao aluno com deficiência a eliminação das barreiras existentes para realização das atividades propostas no ambiente escolar.  O professor do AEE tem um papel importante na permanência do aluno no ensino regular e nas mudanças das práticas educativas dos professores destas salas. Os professores deverão quebrar paradigmas e mudarem as suas concepções diante dos alunos com deficiência, refletirem sobre a sua forma de ensinar, e buscarem juntos estratégias que possam trabalhar as potencialidades destes alunos fazendo-o acreditar que suas capazes, promovendo assim, a construção de um indivíduo de forma plena.
   Acredito, que estamos em uma nova era, com uma Escola para Todos, sem distinção de raça, gênero, religião e que ainda comportam os alunos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação, nos levando a fazermos constantemente uma reflexão do papel que cada um deve exercer na sociedade  com esta heterogeneidade de seres tão diferenciados.
Referência:

CALVINO, Italo. O modelo dos modelos. Texto impresso Curso de Formação Continuada de Professores para o AEE Versão 2013. UFC/SECADI/UAB/MEC. Impresso em junho de 2014.

domingo, 8 de junho de 2014

Recursos e estratégias em baixa tecnologia para os alunos com TEA


 Trabalhando as habilidades emocionais apoiadas em figuras      ou fotos:

    O Transtorno do Espectro Autista é um distúrbio do desenvolvimento neurológico e que apresenta características nos domínios sócias/ déficits de comunicação e interesses fixados e comportamentos repetitivos. A criança com autismo sente muita dificuldade em expressar os próprios sentimentos de forma que os outros os compreendam. Possui boa memória visual e conseguem armazenar muitas informações, porém precisam ser ensinadas onde irá usá-las. Apresenta uma falta de habilidade para usar a imaginação e ausência na percepção e  compreensão das expressões emocionais em outras pessoas. Para as crianças fazerem uso de seu repertório devemos trabalhar estas expressões, utilizando jogos corporais, jogos com imitações, contações de histórias, utilizações de álbum ou cartões com diferentes expressões faciais e corporais, correlacionando com momentos da vida real.
     O aluno que não consegue se comunicar, poderá utilizar outros canais de comunicação e que são valorizados pela comunicação alternativa que são os gestos, sons, expressões faciais e corporais que podem ser aprendidos e utilizados para manifestar os seus desejos e necessidades.
    Apresento para vocês um recurso de baixa tecnologia, onde são coletadas figuras ou fotos com expressões de sentimentos, para ser apresentada aos alunos através de brincadeiras ou leituras de histórias, onde sejam utilizados estes cartões. Poderemos ainda, utilizar um espelho para ser realizada a atividade e reutilizar o  recurso com outras figuras de temas do interesse do aluno. Este recurso pode ser usado pela professora do AEE, na sala regular com os outros, para que o mesmo interaja e tente fazer através da imitação. Bez (2010) evidenciaram que o uso de estratégias de mediação acrescido da comunicação alternativa e recursos de alta e baixa tecnologia proporcionaram aos sujeitos com Transtornos Globais do Desenvolvimento um aumento de sua interação social e da ampliação da comunicação.

Retirado do blog: www.valmotablogspot.com
Referência Bibliográfica:
Bez. Maria Rosangela. Linguagem e Comunicação. In: Curso de Atendimento Educacional Especializado. Disciplina: AEE E TGD. 2014.

domingo, 27 de abril de 2014

Diferenças e Semelhanças existente entre a Surdocegueira e Deficiência Multipla

     Surdocegueira é uma deficiência que apresenta perda auditiva e visual concomitantemente em diferentes graus, levando a pessoa com surdocegueira a  desenvolver várias formas de comunicação para entender e interagir com as pessoas e o meio ambiente, de forma a ter acesso às informações, vida social com qualidade, orientação, mobilidade, educação e trabalho. (GRUPO BRASIL, 2003)
      Para Mclnnes(1999) a surdocegueira pode ser divididas em quatro categorias:
·         Indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos;
·         Indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos;
·         Indivíduos que se tornaram surdocegos;
·         Individuos que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente.

Algumas definições que ajudam a esclarecer o período que surge a surdocegueira.

Surdocegueira congênita é quando a criança nasce  surdocega e/ou adquire a surdocegueira na mais tenra idade, antes da aquisição de uma língua (português ou Libras).Ficou também conhecida como surdocegueira pré-linguística.

Surdocegueira adquirida é  quando a criança, jovem ou adulto,  adquiriu  a surdocegueira após a aquisição de uma língua (Português ou Libras).

          Deficiência Múltipla
       São consideradas pessoas com deficiência múltipla aquelas que “têm mais de uma deficiência associada. È uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (MEC/SEESP, 2002).
           Para Nunes (2002), as necessidades da pessoa com múltipla deficiência podem ser agrupadas em:
·         Necessidades físicas e médicas;
·         Necessidades emocionais;
·         Necessidades educativas.


Destacamos que a comunicação e a interação com o meio social são necessidades primordiais e que deverão sempre estar interligadas favorecendo a autonomia e autoconfiança destas pessoas na sociedade. A falta de comunicação gera segundo Nunes (2002), isolamento social levando a dificuldades comportamentais como a hiperatividade, comportamentos obsessivos, agressividade e autoagressão, estereotipias, autoestimulação, distúrbios de atenção, entre outros. Portanto deve ser construído um canal de comunicação usando estratégias com objetos de referência que parte dos tangíveis (concreto0 para o abstrato( língua oral , escrita e de sinais.
A comunicação inicial destas pessoas é organizada pelo movimento corporal e as vocalizações. Elas precisam aprender por rotinas organizadas e a caixa de antecipação será a sua primeira estratégia de comunicação.

 Acredito que apesar de todas as dificuldades que estas pessoas possuem, devemos acreditar nas suas potencialidades e particularidades para proporcionar uma inclusão de fato.


  Referências bibliográficas:
BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla - 2010.

ROWLAND Charity e SCHWEIGERT Philip - Soluções Tangíveis para Indivíduos Com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira. Apostila In mimeo. Tradução Acess. Revisão: Shirley R. Maia - 2013.

MAIA, Shirley Rodrigues, Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. Texto elaborado pela coordenadora da disciplina para apoiar no desenvolvimento das propostas de Solução para o Problema.


     

domingo, 23 de março de 2014

Educação Escolar de Pessoas Com Surdez - Atendimento Educacional Em Construção


A partir de um esboço na Idade Média, viu-se uma possível educação para as pessoas com surdez, onde eram consideradas pessoas incapazes, e não humana por não possuírem a linguagem, fator este primordial para a evolução do ser humano .Visto que estas pessoas, tinham potenciais e eram dotados de inteligências , porém eram visualizadas apenas as suas limitações. Foi instaurado um embate entre os gestualistas e oralistas que responsabilizava o sucesso e o fracasso da educação das pessoas com surdez a escolha de uma ou de outra prática pedagógica.
Como diz Damázio (2010 p.47). A educação das pessoas com surdez não pode continuar sendo centrada nessa ou naquela língua, como ficou até agora, mas deve levar-nos a compreender que o foco do fracasso escolar não está só nessa questão, mas também na qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas.
Atualmente, após as experiências atribuídas a educação de surdos fica proposto o desenvolvimento de um trabalho preparatório para a língua escrita apoiada no modelo bilíngue, oferecendo conhecimentos na língua de sinais e língua portuguesa escrita. Com a educação bilíngue é garantido ao surdo o seu desenvolvimento linguístico e cognitivo através da língua de sinais. A educação bilíngue oferece aos surdos o seu exercício de cidadão, tendo acessos aos conteúdos curriculares, leitura e escrita não ficando somente dependente a oralidade.
 A Proposta Bilíngue não irá privilegiar somente uma língua, mas dará o direito e condições para o individuo surdo utilizar as duas línguas; portanto, não se trata de negação, mas de respeito escolhendo a língua para cada situação linguística em que se encontrar.
Com a Politica Nacional de Educação na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) é instituído o Atendimento Educacional Especializado _ AEE para pessoa surda, sendo oferecido no horário contrário e organizado numa abordagem Bilíngue e que prevê um atendimento em todos os dias da semana, considerando os três momentos e sendo planejado com o professor da sala comum para eliminar as barreiras que estão prejudicando o processo aprendizagem do aluno. Tendo assim um conhecimento das habilidades do aluno e produzir materiais didáticos que em consonância com a proposta curricular atenda este aluno de forma plena.
 Estes três momentos são divididos em Atendimento Educacional Especializado em Libras, AEE de Libras e AEE do Ensino da Língua Portuguesa na modalidade Escrita e tem em comum oferecer um espaço com bastantes recursos visuais e referências que colabore com o aprendizado do aluno surdo que aprende fazendo uma interação com o seu mundo, vivenciado com as experiências visuais.
O atendimento educacional especializado para a pessoa com surdez significa preparar a individualidade e a coletividade, provocando um processo comunicacional-dialogal-global, buscando a superação da imanência, da imediaticidade e buscando a transcendência do social do cultural e do histórico-ideológico, com ruptura de fronteiras e deflagrando uma sociedade mais solidário, fraterna e humana, em que os saberes aprisionem o corpo e a mente ao poder, mas possam liberá-lo. Damázio(2010 p.57)
A escola precisa quebrar paradigmas e reinventar as suas práticas pedagógicas, rompendo com os estigmas do aluno surdo, em função de fatos que marcaram a sua vida. As pessoas com surdez não podem ser reduzidas à sua deficiência, desconsiderando as potencialidades que as mesmas possuem , dependendo apenas de ambientes estimuladores que proponha desafios pra que exercitem a sua capacidade cognitiva , pois são pessoas que pensam , refletem, criticam e só precisam de um espaço que instigue estas habilidades.
Pois devemos dar valor as diferenças humanas e aproveitar a oportunidade de aprender com os diferentes, e tirar destas experiências a riqueza de participar de momentos integrativos onde cada um com a sua condição humana, mostra que tem potencialidades independentes da sua deficiência nos dando o prazer da convivência com estas pessoas.


Referência


DAMÁZIO, M.F.M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília : MEC,V.5,2010.p.46-57. 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Vendo a Vida Através das Palavras



   A descrição de imagens é a tradução em palavras, a construção de retrato verbal de pessoas, paisagens, objetos , cenas e ambientes , sem expressar julgamento ou opiniões pessoais a respeito. ( Nota técnica nº 21/2012/MEc/SECADI/DPEE)

  Audiodescrição é um recurso de tecnologia assistiva que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual junto ao público de produtos audiovisuais. O recurso consiste na tradução de imagens em palavras. É, portanto, também definido como um modo de tradução audiovisual intersemiótico, onde o signo visual é transposto para o signo verbal.

  A audiodescrição acontece ao mesmo tempo em que a imagem aparece na tela, entre o conteúdo verbal ou as falas do produto audiovisual, e em sincronia com outras informações sonoras deste produto, ou seja, uma risada, uma porta batendo ou um tiro. Desta forma, a audiodescrição não se sobrepõe ao conteúdo sonoro principal do filme, mas trabalha com ele no sentido de proporcionar o melhor entendimento possível de uma cena.

“Dizem que uma imagem vale mais do que 1000 palavras, pois bem a audiodescrição é muito mais que as tais 1000 palavras.”

                                 Marco Antonio de Queiroz Cego, autor do site Bengalalegal.

 

 Com este vídeo da turma da Mônica, poderemos trabalhar no AEE as boas maneiras, como devemos nos comportar em casa, na escola e em outros ambientes. Poderemos confeccionar um jogo de trilhas, ou um jogo de memória onde serão inseridos bons e ruins comportamentos. Trabalhar com imagens de diferentes comportamentos para serem analisados.


www.youtube.com/watch?v=xOARe7C3O8g&hd=1

domingo, 20 de outubro de 2013

Jogos para alunos com Deficiência intelectual



 JOGOS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL


                  O trabalhos com jogos na educação de crianças com deficiência intelectual , tem um papel fundamental para o desenvolvimentos de conceitos , levando-o a buscar soluções originais no jogo  e transferindo para a resolução de problemas reais.
                  Este jogo faz um resgate a ludicidade e oportuniza uma interação com os colegas , elevando a autoestima, autoconfiança e o companheirismo. Ele ainda, ajudará na estimulação do raciocínio lógico, concentração , memória e atenção.

   Ele pode ser de tamanho menor, porém o tamanho maior favorece uma melhor visualização das pedras e a busca pelas melhores estrategias do jogo.
  Retirado do blog de www. johannaterapeutaocupacional.blogspot.com

sexta-feira, 6 de setembro de 2013


Recurso de Tecnologia Assistiva

     O vocalizador Goltak  ajuda na comunicação das pessoas em seu dia-a-dia. Através dele seu usuário expressa pensamentos, sentimentos e desejos pressionando uma mensagem adequada pré-gravada.
     O vocalizador Gotalk tem capacidade de gravar e reproduzir, favorecendo uma interação com todos, transformando-se em um sinal de comunicação. 
    Tem um acesso direto com um toque na tela e varredura personalizável. Apresenta uma biblioteca de símbolos do usuário, fotos e imagens da web ou diretamente da câmera.

    A organização das pranchas pode ser distribuída em temas de atividades através do uso de imagens ou símbolos pictóricos e a impressão das pranchas modelo para este recurso em papel pode também ser realizada a partir do software boardmaker.




Fonte: www.assistiva.com.br